Durante a sessão da CPMI que ouvia o depoimento do hacker da ‘Vaza Jato’, Walter Delgatti, o deputado Marco Feliciano ironizou a presença do hacker na Comissão, pela completa ausência de relação com os atos do dia 8 de janeiro. O deputado disse: “O 8 de janeiro deve passar, de alguma forma, por essa oitiva que eu ainda estou tentando analisar para saber como é que se encaixa.
Eu imagino aqui um monte de criança montando um quebra-cabeça e aquela peça que não encaixa, ela tentando cortar para encaixar ali dentro. É isso que o Governo tem tentado fazer”. O deputado apontou que a estratégia governista ficou especialmente evidenciada com a determinação do hacker de ficar em silêncio durante a tarde, depois de falar bastante durante a manhã, em performance tão fluente que parecia ensaiada. Feliciano disse: “Quando o senhor se cala, numa tarde como essa, o senhor passa recibo.
Por quê? Porque durante na parte da manhã somente o Governo lhe fez perguntas. E o senhor parece que já estava até preparado para respondê-las. E as que o senhor não conseguiu responder, os Senadores e Deputados do Governo o ajudaram a responder. E agora à tarde, sabendo que é a oposição que vai fazer pergunta, o senhor se cala.
Isso se chama passar recibo ou acusar o golpe”.
Marco Feliciano lembrou uma longa série de declarações feitas por figuras da esquerda, que não são alvo das mesmas perseguições que são destinadas a conservadores. Ele disse: “o que nós vemos aqui é: não importa o que se fala, o que importa é quem fala – tem modo, tem método e tem canalhice”.
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