Em um despacho publicado na edição desta quarta-feira (16), do Diário Oficial da União (DOU), o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola. O longa virou alvo de polêmica desde o último final de semana por conter uma cena que faz referência à pedofilia.
Citando “tendências de indicação como coação sexual; estupro, ato de pedofilia e situação sexual complexa”, o documento assinado pelo secretário José Vicente Santini alterou a recomendação etária do filme de 14 para 18 anos. O texto também recomenda que o filme seja exibido após as 23h em televisão aberta.
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Ainda de acordo com o despacho, a nova classificação etária, com os devidos descritores de conteúdo, deverá ser utilizada em qualquer plataforma ou canal de exibição de conteúdo classificável em até cinco dias corridos.
SUSPENSÃO DA EXIBIÇÃO:
Na terça-feira (15), o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou que as plataformas com direitos de distribuição do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola suspendam a exibição, disponibilização e oferta do longa imediatamente. A medida prevê o pagamento de uma multa diária de R$ 50 mil caso a decisão não seja cumprida pelas plataformas em até cinco dias.
Atualmente, disponível nos serviços de streaming Netflix, Telecine, Globoplay, YouTube, Apple e Amazon, a obra virou alvo de polêmica nos últimos dias por apresentar cenas escatológicas retratando a pedofilia.
Em um dos momentos do longa, um personagem interpretado pelo ator Fábio Porchat aparece tentando abusar sexualmente de dois adolescentes.
O Grupo Globo, dono de duas plataformas que exibem o longa (Globoplay e Telecine) se disse atento “às críticas de indivíduos e famílias que consideraram inadequados ou de mau gosto trechos” da obra. No entanto, a empresa afirmou que “a decisão administrativa do Ministério da Justiça de mandar suspender a sua disponibilização é censura” e que, por isso, “não pode ser cumprida”.
*Pleno News
O Grupo Globo, dono de duas plataformas que exibem o longa (Globoplay e Telecine) se disse atento “às críticas de indivíduos e famílias que consideraram inadequados ou de mau gosto trechos” da obra. No entanto, a empresa afirmou que “a decisão administrativa do Ministério da Justiça de mandar suspender a sua disponibilização é censura” e que, por isso, “não pode ser cumprida”.
*Pleno News