O ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “muita coisa” terá que ser revisada caso ele volte a ser presidente do Brasil. O ex-presidiário disse que é contra as privatizações que estão sendo realizadas pelo governo atual, como a da Eletrobras e a dos Correios. A fala foi durante uma entrevista à Rádio Salvador FM nesta 3ª feira (6.jul.2021).
“Se o governo não sabe administrar, por que é governo? Ninguém precisa de governo para vender as coisas públicas que foram construídas com esforço do povo brasileiro. Muita coisa terá que ser revisada quando a gente voltar ao governo.”
O ex-presidiário criticou a situação do emprego no país. Lula mencionou o recorde no desemprego e a diminuição do emprego formal na população. O ex-presidiário afirmou que a reforma trabalhista “abandonou os trabalhadores” e precisa ser alterada.
Lula também afirmou que o teto de gastos é desnecessário se há um presidente com compromisso e plano estratégico para governar. “O teto de gastos é uma questão de responsabilidade. Você não pode ter um teto de gastos e deixar o povo passando fome para atender aos interesses dos credores do sistema financeiro“, disse.
Lula afirmou ainda que governou com responsabilidade econômica por 8 anos. : Disse que, em um eventual novo governo, não haveria o teto de gastos. O ex-presidente já havia afirmado que, se eleito, irá acabar com o mecanismo.
Lula também comentou sobre a campanha para as eleições de 2022. Segundo o ex-presidente, ele não é o candidato do PT para a disputa à Presidência ainda. “Quando chegar o momento certo, vamos discutir campanha eleitoral. Aí é outra história“, disse o ex-presidiário.
O petista também comentou sobre a estratégia de Ciro Gomes (PDT) para a eleição. “Eu acho que ele comete um equívoco. Ele é inteligente, ele é um homem preparado e ele ataca quem ele quiser“, disse o ex-presidente sobre ser o alvo do pedetista. “Eu não vou responder ao Ciro, porque acho que cada um faz a política que entende que seja perfeita para ele. Minha política não é falar mal do meu adversário. Minha política é tentar mostrar que Bolsonaro é um desserviço ao país.”
Com informações: Poder 360
