O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, chegou a procurar o pastor da primeira-dama Michelle Bolsonaro, no Rio de Janeiro, para tentar influenciar no nome que seria escolhido para a Procuradoria-Geral da República. A fala foi feita durante a entrevista do presidente ao Brasil Urgente, da Band.
– Senhor Dallagnol procurando o pastor da minha esposa no Rio de Janeiro, e é verdade porque eu sei que na época aconteceu, para tentar influenciar junto à minha esposa quem eu iria indicar para a Procuradoria-Geral da República – disse.
Durante a conversa, Bolsonaro afirmou que as informações foram recebidas, “informalmente”, por ele, e obtidas a partir das conversas vazadas dos procuradores da Lava Jato pelos hackers investigados na Operação Spoofing. De acordo com o presidente, há várias citações sobre ele nas conversas.
– O meu nome está citado dezenas de vezes naqueles dados roubados pelos hackers – afirmou.
O chefe do Executivo também disse que há troca de mensagens dos procuradores falando sobre supostos vazamentos de movimentações financeiras, e que Deltan chega a citar que a força-tarefa identificou quem vazava os dados financeiros da família Bolsonaro.
– Ele [Deltan] bota lá Coaf e MP Federal e dois procuradores dão risada. Isso foi em janeiro de 2019 e eu já era presidente da República – completou.
Assista a partir de 3:10
