Apenas algumas horas após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as condenações do ex-presidente Lula, o partido Novo, do ex-presidenciável João Amoêdo, afirmou na noite de segunda-feira (8) que a partir de agora fará oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro.
– O Partido Novo posiciona-se como oposição ao atual Governo Federal, orientação esta que norteará desde já tanto nossas posições institucionais quanto nossas candidaturas para 2022 – afirmou a legenda.
Em uma diretriz partidária publicada nas redes sociais do partido, e enviada por e-mail aos afiliados, a legenda afirmou que os integrantes do Novo terão de votar de acordo com os princípios da legenda. O Novo afirmou que seguirá de forma independente na Câmara dos Deputados, sem se aliar ao bloco de oposição, mas que trabalhará por “um caminho alternativo nas urnas” em 2022.
Na opinião do partido, o governo federal abandonou pautas fundamentais, como “reformas essenciais para o cidadão e para o retorno ao crescimento sustentável do país”. A legenda ainda acusou o “bolsonarismo” de, “assim como o petismo”, “melhorar a vida de alguns às custas da maioria”.
O Novo ainda acusou o governo federal de abandonar políticas anticorrupção e, consequentemente, ser o responsável pelo que chamou de “encerramento da Lava Jato”. O partido ainda repetiu a retórica do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que Bolsonaro teria interferido diretamente na Polícia Federal.
Por fim, o partido ainda proibiu que seus filiados realizem, fomentem ou divulguem atos ou discursos que “visem a desmoralização das instituições democráticas”, sejam elas de quaisquer poderes federais, órgãos de Estado ou do processo eleitoral.
*Pleno News
