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A pressão da vez agora, é pela demissão do ministro Ernesto Araújo




Cresceu a pressão de congressistas para que o presidente Jair Bolsonaro demita o seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Pelo menos 5 senadores fizeram menções explícitas à troca de comando no Itamaraty na sessão dessa 4ª feira (24.mar.2021) em que o próprio Ernesto participou de audiência.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez um duro discurso (íntegra – 216 KB) e criticou a política externa brasileira em sessão da Casa, também nessa 4ª (24.mar).

“Pandemia é vacinar, sim, acima de tudo. Mas para vacinar temos de ter boas relações diplomáticas, sobretudo com a China, nosso maior parceiro comercial e um dos maiores fabricantes de insumos e imunizastes do planeta. Para vacinar, temos de ter uma percepção correta de nossos parceiros norte-americanos e nossos esforços na área do meio ambiente precisam ser reconhecidos, assim como nossa interlocução”, disse Lira.

Na percepção dos políticos, depois de trocar o ministro da Saúde (saiu o general Eduardo Pazuello e entrou o médico Marcelo Queiroga), Bolsonaro agora precisa fazer ajuste no comando das Relações Exteriores, pois as posições brasileiras estariam prejudicando o país na tentativa de trazer vacinas para combater a covid-19, entre outros problemas.


Bolsonaro foi consultado por ministros sobre essa troca e rechaçou a possibilidade. “Não me peçam para trocar o Ernesto”, respondeu o presidente. Havia dentro do Palácio do Planalto a sugestão para que o almirante Rocha, hoje titular da Secretaria de Assuntos Estratégicos e interino na Secom da Presidência, fosse deslocado para o Itamaraty. Isso também poderia abrir espaço para acomodação do general Eduardo Pazuello na Secretaria de Assuntos Estratégicos. Mas o presidente foi contra e a ideia, pelo menos por ora, morreu.

Ernesto Araújo é um dos últimos representantes no governo em cargo relevante da corrente mais fiel ao pensamento defendido pelo escritor Olavo de Carvalho. Esse grupo é contra o que chama de globalismo.

Ernesto já disse uma vez que o Brasil não deve se preocupar caso o país se torne um pária na comunidade internacional. Bolsonaro enxerga no ministro das Relações Exteriores alguém que ainda pode vocalizar a ideologia defendida por parte de seus seguidores nas redes sociais, e que seria um erro repelir esses militantes neste momento.

*Poder 360

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